Para o Maestro que desconheço:

que exale poesia! que exale poesia! crisalis poesia!
enxame poesia
inflame poesia
(infame poesia)
reclame poesia
reclame-poesia
in dubio pro-esia
Esia. Esia. Rasante.

(Para Cecília Meirelles)

******

Olhos castanhos. Cabelos sobre-enrolados. Um relógio no pulso – digital. E ela destoava.

Mochila no colo. Não era capaz de pegar uma cadeira para apoiá-la? Garçom… Dedo na boca, roía roía roía a roupa do rei de Rima. Eu, de uma vontade incontrolável de fazer poesia com seus braços. Ela, sem qualquer vontade de ouvir uma linha. Imagino o perfume. Imagina; rosto de menina.

Pernas tortas, tímida. Nos violões à frente, cheiro de harmônicas. Sinestesia danada de formas. Ela, atrás, pernas tortas, tímidas.

No fim que (me permito) nos concebo, nada além de luzes apagadas e bocas braços braças de embaços. Arrepios. Pequenos sustos de onde viemos parar, meu Deus. Dois dedos de afastamento. Adeus.

Bonita história de amor provinciana.

Desatei a fazer poesia que não sabia.

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Published in: on 8 de novembro de 2009 at 03:21  Comments (2)  

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Gosto muito disto aqui…

  2. Concordo, “bonita historia de amor provinciana”..


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