Prenúncio de uma morte crônica (ou A vida não faz mesmo muito sentido)

Ele entrou pela porta e prostou-se onde deveria. Em cima da mesa. Ao alcance da vista de todos.

Na verdade, fora prostrado lá. Não desejava participar daquilo – ou desejava secretamente, num masoquismo impressionante, já que “aquilo” deveria significar o fim de sua própria espécie. E secretamente, talvez, comemorasse sua extinção, num sadismo mecânico de sua laia. A vida inteira fora preparado para aquilo.

Alguém pegou o sal, o limão e três taças. Estava decretado. Aquele seria o fim de José Cuervo.

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Published in: on 5 de maio de 2009 at 00:49  Comments (3)  

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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. O fim da tequila ?

    (;

  2. Isso sim é uma morte digna.

  3. às vezes alguns morrem para a alegria de outros, né? Acontece!

    hahahaha =)
    Gostei bastante do texto!


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